Muito mais que palavras! O Discurso da Dra. Sara Bernardes na abertura dos eventos acadêmicos.

A presidente do IESLA, Dra. Sara Bernardes, iniciou a cerimônia de abertura dos seminários com a leitura de um depoimento memorável.

Nele, a presidente discorreu sobre sua trajetória de vida, encantou aos presentes com suas palavras e não se ateve em somente dar as boas vindas, mas também instigou os ali presentes a realizarem uma reflexão sobre a vida pessoal, profissional e acadêmica.

Traçando uma linha imaginária, Dra. Sara Bernardes, fez menção a sua infância, aos tempos difíceis, aos momentos em família e a herança herdada de seus pais, a “resiliência”.

Relembrou ainda de toda a sua trajetória acadêmica e os caminhos que a trouxeram até aqui, “… Eu fui verdadeiramente liberta quando entendi que nasci para aprender. Nessa trajetória, em muitas ocasiões o que muitos denominam como “fundo do poço” se tornou a fundação da resiliência sobre a qual reconstruí meus sonhos e reordenei minhas prioridades sem perder o foco. Isso foi palpável quando escrevi minha emblemática tese A Responsabilidade do Estado em Regular a Crise dos Institutos Jurídicos: Casamento e Família que alcançou SUMMA CUM LAUDE.” disse.

Ao finalizar, a presidente declarou abertos os Seminários (XVIII Seminário Transdisciplinar de Teses e Dissertações e XIX Seminário da Área da Saúde); o Pós- doutorado em Investigação e Docência Universitária, a Especialização em Direito Público e o MBA em Gestão de Negócios e de Pessoas.

 

Veja na íntegra o depoimento de nossa digníssima Presidente:

Belo Horizonte, 12, Abril/2018.

Eu quero dar o meu bom dia a cada um e a cada uma de vocês. Estudiosos que acreditam na possibilidade de se fazer um mundo melhor construído através da educação.

Pessoas que são capazes de investir esse tempo de aprendizado e de aprofundamento nas ciências, juntos, à procura de dar materialidade a esse sonho de um Brasil melhor através da educação.

Na verdade eu torturei minha mente e coração para falar a vocês hoje. Perguntei a mim o que eu gostaria de ter sabido nos momentos de intermináveis interrogações sobre a delimitação do tema da minha própria tese doutoral, ou o que nortearia meu Trabalho de Conclusão de Curso quando me especializei em Direito Privado e até mesmo minhas expectativas de quando me inscrevi no MBA em Gestão de Negócios, e quais importantes lições eu teria aprendido no decorrer desses vinte anos desde o Bacharel em Direito até o Doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA, reconhecido no Brasil pela Universidade Federal de Campina Grande, e, felizmente, cheguei a duas respostas concretas que sempre nortearam minha vida.

  1. Aprender e Apreender
  2. Capacidade de Imaginação

Enquanto orientadora de pós-graduação, entendo que a ação docente refere-se ao ensinar, ao aprender e ao apreender. Mas esse aprendizado foi iniciado muito antes em meu histórico vital quando ao visualizar eu mesma, a franzina moça de vinte anos, recebendo o diploma de bacharel em direito, talvez, diferentemente de alguns, eu já sabia muito bem o que eu desejava com aquele título: aprender a extirpar a injustiça.

O texto de Eclesiastes ecoava forte em meu peito:

Não procures tornar-te juiz se não tens força para extirpar a injustiça, caso contrário irás intimidar-te diante de um poderoso e mancharás a tua integridade.” Ec 7:6

Ao herdar de meus pais, a resiliência, aos quinze anos, assumi a função de ser arrimo da família quando constatei a falência patrimonial deles prestes a levar minha família à pobreza. Eu estava convencida de que a única coisa que queria era buscar conhecimento acadêmico para salvar minha família da crise e, também, advogar em defesa dos pobres favorecendo a construção de um mundo mais justo. Ainda em tenra idade aprendi e apreendi grandes lições do fracasso e entendi que ao alavancar meus conhecimentos eu alçaria voos além da pobreza que havia surpreendido minha família, e ainda contribuiria para extirpar a injustiça padecida por milhares.

A pobreza acarreta em muitas dificuldades.

Sair da pobreza por seu próprio esforço é algo do que se orgulhar e, conquista-lo antes dos vinte anos, para mim, foi um triunfo. A pobreza em si é romantizada apenas pelos tolos. Ao me desenvolver no empreendedorismo e na vida acadêmica paralelamente, apenas galguei degraus meritórios.

Talento e inteligência nunca vacinou ninguém contra os caprichos do destino, concordam? Muitos temem, às vezes…

Suponho que a maioria de vocês não tenha experimentado uma vida inteira de privilégios ou de pleno contentamento…

Entretanto o fato de vocês estarem cursando especializações, MBA, mestrados, doutorados, pós-doutorados pelo IESLA, sugere que vocês não estão familiarizados com o fracasso. Eu diria que vocês descrevem o sucesso e não o fracasso.

É preciso determinação para triunfar na única arena na qual se acredita realmente pertencer.

Eu fui verdadeiramente liberta quando entendi que nasci para aprender. Nessa trajetória, em muitas ocasiões o que muitos denominam como “fundo do poço” se tornou a fundação da resiliência sobre a qual reconstruí meus sonhos e reordenei minhas prioridades sem perder o foco. Isso foi palpável quando escrevi minha emblemática tese A Responsabilidade do Estado em Regular a Crise dos Institutos Jurídicos: Casamento e Família que alcançou SUMA CUN LAUDE.

E para encorajá-los a prosseguir e concretizar seus sonhos, sem desistir, enquanto presidente do IESLA, frequentemente expresso:

A rinite alérgica não me impede de produzir …. Há quase doze anos no tempo em que eu vencia (e venci!) um câncer crendo que Deus me curaria daquele mal, eu desenvolvia o projeto para a criação e expansão do IESLA.

Conduzir o senso de prover respostas, soluções eficazes e criar alternativas que fazem do mundo um lugar melhor, me faz acreditar que a educação guia o destino das pessoas.

Eu os impulsiono ainda mais: saibam que ao mover meus passos nessa trajetória acadêmica descobri que eu tinha uma força de vontade inabalável e que eu era mais disciplinada que eu pressupunha: Defendi a tese doutoral no sexto mês de gravidez enquanto gestava meu terceiro filho!

Acredito não haver verdadeira educação universitária sem a investigação científica. E é por isso também, que estamos aqui para celebrar seu sucesso acadêmico e dar as boas-vindas a vocês ao abrirmos as portas do IESLA e lhes entregar um projeto de Pós-graduação Internacional inovador em parceria com distintas universidades localizadas na América Latina, Europa e Estados Unidos.

Lembram-se do item número dois? A imaginação.

Pois bem, a imaginação é a distinta capacidade de visualizar aquilo que não existe. É a fonte de toda invenção, de toda inovação.

Para que você veja na “realidade” o que os outros ainda não viram (ineditismo) e, a partir dessa premissa desenvolva sua pesquisa, o IESLA lhe recepciona para os XVIII e XIX Seminários Internacionais de Teses e Dissertações.

Para você aprender e apreender a Pensar Fora do Prédio, o IESLA lhe dá as boas-vindas ao MBA em Gestão de Negócios e de Pessoas.

Pensar fora da caixa é uma metáfora para a criatividade. Só que grandes desafios sistêmicos exigem ideias novas, sim, mas muito maiores do que uma simples caixa.

“Grandes saltos futuros virão de líderes que incentivarem o raciocínio fora de um edifício repleto de caixas”, disse-me, certa vez, Rosabeth Kanter, educadora da Harvard Business.

Para você obter um melhor desempenho jurídico e desenvolver habilidades pessoais no universo do Direito Público ao se especializar na melhor Pós Lato Sensu em Direito Público, o IESLA lhe convida a conhecer um corpo docente multidisciplinar e internacionalizado composto por mestres e doutores.

Nesse espírito de dinamismo permanente, com base em uma missão que olha a pessoa como centro, com a consciência de que é onde as mudanças profundas acontecem e onde é preparada a base sólida para o desenvolvimento do futuro, é nesse espírito que declaro abertos os Seminários (XVIII Seminário Transdisciplinar de Teses e Dissertações e XIX Seminário da Área da Saúde); o Pós-doutorado em Investigação e Docência Universitária, a Especialização em Direito Público e o MBA em Gestão de Negócios e de Pessoas.

Parafraseando Virgílio: Vocês podem porque pensam que podem!

Virgílio, em 507 d.C. já dizia: “Eles podem porque pensam que podem.”

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