Por que realizar uma pós-graduação na Argentina? Quais são seus benefícios no contexto da sociedade da informação?

Prof. Pós-doutor Ramiro Anzit Guerrero.

Pós-Doutor em Direito Penal e Garantias Constitucionais pela UNLAM, Doutor em Direito Penal e Ciências Penais pela USAL, Mestre em Estudos Estratégicos pela INUN. Atualmente é Diretor do Doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Museu Social Argentino. Professor Titular de Prática forense na Graduação e Professor Titular de Criminologia na Especialização em Direito Penal da Universidad del Salvador. Professor da Escola da Magistratura dos Estado do Pará, Paraí Ba e Rio Grande do Norte. Membro da Association for the Study of Middle East & Africa (USA). Membro da Sociedade Argentina de Análises Políticas. Publicou 14 livros entre eles: Criminología, evolución y análisis (2007); Realidades y Perspectivas Del Derecho Penal en el Siglo XXI (2011); Dererecho Informatico (2011); Derecho Penal y Paradigma Criminologico en America Latina (2012). Assessor Acadêmico da ESJUS.

A Argentina observada a partir de um ponto de vista educacional é o único país latino-americano que alcançou cinco vezes (duas em Medicina, uma em Química e duas em a Paz) o prêmio acadêmico máximo como é o Prêmio Nobel. É o 4º país no hemisfério no índice de desenvolvimento humano, deixando à frente, apenas, os Estados Unidos, Canadá e Chile. Atualmente mantém um avanço educacional em relação ao Brasil de oito anos, uma realidade que é dolorosa, mas também pode se apresentar como uma oportunidade para o acadêmico ou profissional brasileiro, porque é fácil realizar estudos de pós-graduação nesse país, ao ter acordos internacionais assinados pelos países membros do MERCOSUL, em relação à revalidação e ao reconhecimento das qualificações.

Ao mesmo tempo, ao estudar na Argentina pode-se ganhar experiência internacional, além dos seguintes valores acrescentados: Ela tem a segunda língua mais falada no mundo (o espanhol), uma taxa de câmbio favorável para o cidadão brasileiro, os centros ou cidades onde estão localizadas as universidades, de origem européia, dispõem de propostas adequadas para realizar atividades educacionais, sociais e culturais do mais alto nível, as facilidades de acesso desde o Brasil e as facilidades de hospedagem.

Pelo exposto se vê o interessante e as vantagens para realizar estudos de pós-graduação na Argentina. Mas surge a pergunta: Por que a necessidade de pós-graduação no contexto nacional atual? Desde agora em qual mundo entram tanto os graduados como novos profissionais e no caso de pós-graduação como gestores ou pesquisadores?

Para entender este contexto, devemos lembrar que os avanços científicos e tecnológicos têm mudado com aceleração constante o estilo de vida das sociedades, determinando que em meados do século XX, a chamada “Sociedade Industrial” foi substituída pela atualmente nomeada “Sociedade da Informação”.

Essa “Sociedade da Informação” é caracterizada principalmente pela criação, distribuição e manipulação de dados como uma parte importante das atividades culturais e econômicas, tornando-se sem dúvida, em bens intangíveis altamente valorizados, porém com base em avaliações frouxas sem uma carga axiológica que lhes dê um fim transcendente.

Isso ocorre no contexto da Globalização, movimento planetário em que as sociedades renegociam a sua relação com o espaço e o tempo através de ligações que colocam em ação uma proximidade global sob a sua forma territorial (o fim da geografia), simbólica (o pertencer ao mesmo mundo) e temporal (simultaneidade). Com três características principais:

  1. Crescente interdependência das atividades humanas, sem distinção de especialização. Nenhuma atividade humana ou disciplina, hoje, pode agir sem interagir com outras disciplinas e atores.
  2. Lógicas de entendimento do espaço, através de formas simbólicas e territoriais. O aumento da tecnologia prevalece às fronteiras geográficas, ao reduzir o custo de transmissão de informação.
  3. Crescente inter penetração das sociedades. Em face da intensificação das relações, cria-se um “imaginário da Globalização”, que causa o sentimento de ser parte do mundo, a disseminação da cultura e a capacidade de viver em tempo real com outras comunidades do planeta.

É aqui onde se apresenta a nós o maior desafio, pois, informação não é o mesmo que conhecimento. A informação compõe-se de fatos e eventos, enquanto que o conhecimento é definido como a interpretação desses fatos no contexto, e possivelmente com algum propósito, sem dúvida baseado em valores.

O conceito de sociedade do conhecimento é pluralista, pois vai além da sociedade da informação e visa transformações sociais, culturais e econômicas em apoio ao desenvolvimento sustentável. Os pilares das sociedades do conhecimento são: o acesso à informação para todos; a liberdade de expressão e a diversidade. Também se refere à apropriação crítica e, portanto, seletiva, desta informação por parte dos cidadãos que sabem que querem e o que eles precisam saber em cada caso, e em conseqüência, sabem o que podem e devem prescindir.

Este conceito é o desenvolvimento de uma utopia, descrita como um estágio após à era da informação, e que seria alcançada utilizando tanto os meios tecnológicos, tais como a instrução ou a educação universal e a humanização das sociedades atuais. Este é o espírito que motiva a ESJUS e a ESLA e o fim que visamos com nossas ofertas acadêmicas: Assistir na criação de uma sociedade do conhecimento para cumprir os propósitos da nossa Constituição, ou seja, ser agentes de transformação enquanto capazes de fornecer soluções para problemas da sociedade brasileira através do estudo da ciência, letras humanas e artes liberais com discernimento e espírito críticos, mesmo adquirir estas ferramentas tecnológicas nos países mais avançados da região, como Argentina.

Em ESJUS e ESLA queremos servir como uma instituição para uma sociedade à que pertencemos inseparavelmente, à qual nos devemos e que tanto espera de nós, sem outro interesse que não seja a busca da verdade e da orientação, para que despojados de egoísmo, sejamos capazestanto os brasileiros quanto os argentinos de criar os vínculos de união e as motivações necessárias para colocar nossos países mais uma vez no status que merecem em um modelo de fraternidade e de integração.

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